Arquivos para o mês de: setembro, 2010

Filmes que se passam em Nova Iorque sempre têm aquele som de sirene de polícia e ambulância ao fundo. Buzinas, para dizer que a cidade é grande, e movimentada, e sempre tem alguém de plantão para resolver os problemas.

Aqui em Foz moro ao lado do Corpo de Bombeiros. É tão perto que posso ouvir aquela sirene que toca antes dos bombeiros saírem para atender alguma ocorrência. Acho que é isso que me engana muitas vezes e me faz acreditar que estou vivendo em uma cidade grande.

Mas essa sensação dura pouco.

Basta eu sair e ver que os pedestres insistem em andar pelo meio da rua, como numa cidade pequena em que o único carro que existe é o do prefeito.

Estou numa festa, vestida de branco. Tento cantar, mas não sai voz alguma. Você tenta me ensinar uma melodia no piano, mas não sei tocar. Um piano de quilômetros. Estou entediada e de repente você aparece vestido de Elvis, aquele macacão branco, com pedras coloridas. Você usa seu poder de roupa de Elvis, aponta para o piano e o faz tocar como uma orquestra inteira. Já me tira para dançar e de repente estamos flutuando pelo supermercado. Fazemos travessuras com todas aquelas mercadorias mais importantes que as outras, que ficam guardadas sob uma fechadura. Chamam a segurança e você era o segurança. Fim.

Ser só não se trata apenas de morar só. É preciso saber conviver consigo mesmo, mesmo convivendo com alguém. Mais do que saber dividir, saber guardar só pra si, só… isso é difícil. É segredo.