Na natação basicamente há dois tipos de virada, que é quando a gente chega na beira da piscina, mas quer continuar nadando. Tem a virada simples, que é simples, e a virada olímpica, que é complicada e restrita aos experts, profissionais, que é a que o Gustavo Borges faz.

Bueno. Quando aprendi a nadar – meu Deus, isso faz bem mais que dez anos! – fui aprendendo nessa ordem: nado crawl, costas, peito e golfinho. Aprendi também a virada simples. Mas, quando fui aprender a virada olímplica, que é a complicada, não deu certo. Antes de aprender a fazer a virada olímpica, você precisa aprender a virar cambalhota dentro da água. Que é uma coisa extremamente difícil e complicada, simplesmente não dá pra fazer.

As instruções são simples. É só prender o ar, pegar um impulso e virar cambalhota na piscina. Voilá! O fundamental é ir soltando o ar devagarinho, enquanto você vê o mundo subaquático girar. Se você não fizer isso, vai entrar muita água no seu nariz enquanto você perde a noção de tempo e espaço e quase se afoga e não lembra mais qual é o seu nome e precisa ser retirada às pressas da piscina e todos olham para aquela pessoa que não conseguiu fazer o que as crianças de cinco anos vivem fazendo na piscininha infantil.

Ok ok. Assumo que fiquei traumatizada quando tentei dar a primeira cambalhota dentro da água. Foi péssimo. Desde então nunca mais ousei aprender a virada olímpica. Nunca mais até hoje.

O professor de natação, depois do treino, falou: agora, pra finalizar, todo mundo treinando cinco minutos de virada olímpica. Lógico que não fiz nada e disse: professor, eu não sei fazer a virada olímpica. Então o professor entrou na piscina depois da aula e me ensinou a fazer a cambalhota e então eu consegui e aprendi a fazer virada olímpica, que, na verdade, é muito simples.